3 de fevereiro de 2011

Crise no Egito

Confronto de militantes pró e contra o governo
Após 30 anos no poder, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, está prestes a abandonar o cargo, devido a inúmeros protestos contra o seu governo, que até a noite de ontem causaram mais de 100 mortes.

O conflito começou no dia 25, quando cidadãos saíram às ruas do Cairo para protestar contra o alto valor dos alimentos, o desemprego e a corrupção do governo. A manifestação foi organizada pela internet e foi nomeada como “o dia da revolta”, nome inspirado pela rebelião que depôs o ditador Zine El Abidine Ben Ali, da Tunísia em janeiro deste ano. Para repreender a multidão, militares reforçaram a segurança, e os policiais atiraram bombas de efeito moral e também reagiram com bastões, após jovens atacarem uma viatura que estava na praça Tahrir, um dos principais pontos de protesto.



Mubarak afirmou em um discurso transmitido pela TV estatal do país, que no fim de seu quinto mandato, ele vai ajudar a combater a corrupção, fazendo uma reforma no poder judiciário, e prometeu dialogar com a oposição.

O diplomata Morahmed ElBaradei, membro importante da oposição e também ganhador do prêmio Nobel, afirma que Mubarak não faz o bastante para ouvir os manifestantes e simplesmente os retalhou usando a força. Para ele, a indicação de um vice-presidente e um primeiro ministro foi um truque para que ele possa permanecer no poder. ElBaradei, disse que ele deveria ter renunciado e deixado o poder para um governo provisório, até as eleições.

Em Alexandria, grupos pró e contra entraram em confronto após discurso do presidente, na TV Al Jazeera.

Até o momento as propostas de negociação entre os manifestantes e o governo, não foram aceitas, e não têm previsão para acordo.

Mais
Após protestos contra o rei da Jordânia, foi anunciada mudanças no governo do país. As manifestações do Egito e Jordânia, assim como no Marrocos, Iêmen e Síria, foram inspiradas pelo protesto que derrubou o presidente da Tunísia.

 
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Governo tem medo de perder o controle

28 de janeiro de 2011

MEC divulga lista de aprovados no PROUNI

Após tantas decisões judiciais a nota do Enem foi validada para o PROUNI. Muitos estudantes não conseguiram acessar o site para fazer a inscrição, já os conseguiram garantem ter conquistado uma grande vitória.

Veja matéria

17 de janeiro de 2011

E os animais?

Muitos animais foram abandonados e perdidos durante as enchentes do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

<>Veja a matéria e ajude.

14 de janeiro de 2011

Chuva causa tragédia no RJ

Segundo informações do site de notícias do yahoo, até às 21h50 desta quinta-feira, as prefeituras contabilizam 470 mortos em quatro municípios, Nova Friburgo (214 mortos), Teresópolis (208 mortos), Itaipava (distrito de Petrópolis, com 35 mortos)e Sumidouro (13 mortos).


Veja as fotos

20 de novembro de 2010

Conteúdo do Enem não condiz com a realidade da educação pública do Brasil

O número de questões da prova do Enem  (Exame Nacional do Ensino Médio) quase triplicou, de 63 questões a avaliação agora contém 160 questões separadas em quatro provas, mais a redação. Os candidatos têm exatamente 10 horas divididas em dois dias para fazer a avaliação.
O estudante de Sistemas de Informação, Rafael Altagnam, 21 anos, já fez o Enem três vezes, nos anos de 2007 e 2008, a prova ainda tinha 63 questões, em 2009 a prova já tinha se reestruturado. Segundo ele, o exame tinha muitas questões que ele não tinha condições de responder, e que a prova era extremamente grande, o que a tornava cansativa. “No ensino médio e fundamental sempre fui um aluno que fazia além do que me pedia. Assim consegui um pouco mais de conhecimento, mas declaro que juntando tudo não foi o suficiente para eu fazer a prova com segurança”, conta.
Para ele o ensino público não oferece condições para os alunos fazerem uma boa avaliação no Enem. “Acho que o nosso ensino público não nos prepara para isso, nos dá apenas a base, precisamos de algo a mais”, diz.

(Ouça um trecho da Entrevista)
Rafael ganhou uma bolsa do PROUNI (Programa Universidade para Todos) em todos os anos, mas só em 2008 que conseguiu o curso e a faculdade que realmente queria cursar. “Consegui aprovação para bolsa na terceira chamada, minha média foi aproximadamente de 72 pontos. Adoro meu curso, e gosto de aprender, tenho a convicção que é o curso dos meus sonhos”, diz.

Para a mestre em Educação, Rachel Martins, o conteúdo cobrado na prova do Enem não é compatível com o que se ensina nas escolas de Educação Básica, mas a proposta do governo é justamente forçar as instituições e seus educadores a reverem suas práticas visando um ensino de maior qualidade. Segundo ela, as escolas privadas já estão preparando, reestruturando o processo  de ensino e a metodologia, além da constante capacitação de seus educadores. O tempo seria suficiente se o candidato estivesse apto pra fazer a prova. “O aluno estando preparado desde o 1° do Ensino Médio com este tipo de prova, tira de letra. O tempo passa a ser suficiente. Há todo um cálculo, com bases científicas, de tempo médio para realização de cada questão de acordo com o grau de complexidade”,afirma.

A estudante do último ano do ensino médio, Sara Marques achou o exame muito difícil. Disse ainda, que fez um cursinho pré vestibular no último semestre, para prestar vestibular para o curso de direito.
(Ouça um trecho da Entrevista)
Muitas faculdades e universidades estão aceitando as notas do Enem como forma de ingresso dos candidatos. Segundo dados do Mec , isto foi um dos pontos cruciais para o aumento número de candidatos.
Para Rachel Martins, a universificação do processo seletivo reforça ainda mais a exigência de mudança na qualidade do ensino nas escolas da educação básica.  Mas  é preciso que alunos, pais, comunidade de modo geral, pressionem as escolas públicas para que não fiquem de fora do processo, e que haja mudança na prática educativa de forma a permitir que nossos alunos tenham mesma oportunidade que alunos da rede particular. 

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13 de novembro de 2010

Bicho papão brasileiro

De tudo que temos em casa, o que na verdade é 100% brasileiro? Creio que só os moradores, mas ainda com controvérsias, pois os traços da globalização já estão fragmentando nossas mentes, e interferindo na nossa tão bela maneira brasileira de ser.
Bicho Papão
Em agosto deste ano o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil não corre risco de desindustrialização, pois o que houve foi apenas um encolhimento do mercado de manufaturados em todo o mundo, e que o nível de investimento industrial vem crescendo a cada ano.
Então, na verdade, de onde veio esse mito de desindustrialização brasileira? José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, expôs sua teoria em artigo publicado no blog do Ricardo Noblat.

“Há uma campanha em curso, patrocinada pela grande mídia e pela oposição, para disseminar a tese de que o Brasil passa por um processo de desindustrialização. Articulistas mal-informados (ou mal-intencionados) pregam aos quatro ventos que o câmbio valorizado e os juros altos seriam as causas do aumento das importações, e que esse aumento destruirá a indústria nacional”. (Trecho extraído do artigo “O mito da desindustrialização”, de José Dirceu)

Segundo dados da Fiesp (Federação das indústrias do estado de São Paulo) no período de 1970 a 1972, a industria representava 25,3% do PIB (Produto interno bruto) brasileiro, de 2005 a 2007, está entre 15,7% e 14,6% do PIB.
O  fato é que importamos muito, mas a exportação também é grande. Os valores podem até ser considerados desiguais, mas o Brasil é um pais que ainda está engatinhando. Quinhentos e poucos anos torna o Brasil uma criança em comparação aos países europeus.
Educação é a chave. O Brasil precisa de tecnologia. Especialização, mão de obra qualificada. Para que não precisemos enviar matéria prima para o exterior para produzir um chip que poderia ser feito e vendido aqui a um valor mais justo. É preciso que agreguemos valor ao que produzimos, ao que temos. Não se sabe ao certo se a  desindustrialização ainda é um mito, mas historinhas como a do bicho papão que assuntam crianças,  podem assustar investidores e empresários, que no futuro tornar este mito uma realidade.

Referências: 
NICOLSKY, Roberto. Opinião: Desindustrialização e crescimento sustentável.
DIRCEU, José. O mito da desindustrialização.
Site: Fiesp